Jusmari Terezinha Matos de Oliveira é uma jornalista e política brasileira filiada ao Partido Social Democrático (PSD). Sua trajetória política é marcada pela atuação na Assembleia Legislativa da Bahia e por passagens por secretarias estaduais, além de ter sido alvo de investigações de grande repercussão no âmbito da Operação Lava Jato.

Vida pessoal e formação acadêmica

Jusmari Oliveira nasceu em Cocos, município do oeste da Bahia, em 23 de outubro de 1963. Formou-se em Jornalismo e posteriormente em Direito, conciliando a atuação na comunicação com a vida política. Antes de se candidatar, exerceu cargos de assessoria parlamentar, o que lhe proporcionou uma visão aprofundada do funcionamento do legislativo e das necessidades da região oeste do estado, uma área de forte atuação política e econômica, marcada pela agropecuária e pela divisa com Goiás e Minas Gerais.

Carreira política na Bahia

Iniciou sua carreira política partidária filiada ao PSDB, partido pelo qual se elegeu deputada estadual pela primeira vez em 2010. Sua votação expressiva refletiu o trabalho de base consolidado na região de Cocos e nos municípios vizinhos. Na Assembleia Legislativa da Bahia, atuou em comissões voltadas para a assistência social, direitos da mulher e desenvolvimento regional.

Em 2013, migrou para o PSD, legenda pela qual foi reeleita em 2014. No governo estadual, foi convidada a ocupar a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Sedes), substituindo o então secretário. À frente da Sedes, coordenou programas como o Bolsa Família no estado, o Suas e as ações de segurança alimentar. Sua gestão foi marcada pela ampliação do atendimento a populações em situação de rua e pela interiorização das políticas sociais.

Posteriormente, assumiu a Secretaria de Turismo do Estado, pasta na qual buscou promover o potencial turístico da Bahia, especialmente das regiões menos exploradas do interior, como a Chapada Diamantina e o oeste baiano.

Investigações e Operação Fazenamento

Em 10 de setembro de 2015, Jusmari Oliveira foi presa preventivamente pela Polícia Federal na 4ª fase da Operação Fazenamento, um desdobramento da Lava Jato na Bahia. A operação investigava um suposto esquema de fraudes em licitações na área de limpeza pública e conservação de vias, com desvios estimados em milhões de reais. Segundo as investigações, o esquema envolvia agentes públicos e empresários, com superfaturamento de contratos e direcionamento de licitações.

A prisão de Jusmari gerou grande repercussão política na Bahia. Enquanto a acusação apontava sua participação como peça-chave na articulação do esquema, a defesa argumentava que as acusações eram infundadas e que a prisão preventiva tinha caráter de exceção. A Justiça Federal revogou a prisão domiciliar meses depois, e o processo seguiu em tramitação, com a defesa sempre buscando provar a inocência da ex-deputada.

O caso expôs as complexas relações entre o poder público e o setor privado na gestão de contratos no estado, e Jusmari Oliveira tornou-se um dos símbolos da Operação Lava Jato na Bahia, ao lado de outros políticos e empresários investigados.

Cenário atual e legado político

Após o desgaste natural do processo judicial e o afastamento da vida pública, Jusmari Oliveira retomou gradativamente sua atuação nos bastidores do PSD baiano. Seu nome ainda é lembrado nas articulações regionais, especialmente no oeste do estado, onde mantém forte capital político.

A trajetória de Jusmari Oliveira ilustra bem a intersecção entre a gestão pública e o sistema de justiça no Brasil, especialmente em contextos estaduais. Seja pelos projetos sociais que ajudou a implementar ou pelas controvérsias judiciais que enfrentou, ela permanece como uma figura relevante para a compreensão da política baiana contemporânea. O arquivo de notícias sobre a ex-deputada oferece um rico material de pesquisa para quem deseja entender este período da história política regional.

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